Sunday, February 04, 2007

Abóboras



Abóboras, e não me refiro às belas e coloridas leguminosas, mas a conversa "colorida" sobre assuntos, vamos dizer, eufemisticamente, "menos sérios". Faz parte, diria Bam-bam, na sua filosofia conformista de encarar a vida com duas palavras que incluem tudo, sendo assim, é, faz.

Eu leio as estranhas manchetes das notícias, que tal estas:

Chineses fazem cirurgia plástica para espantar azar
Agência ANSA - 26/01/2007 - 23:48
Pequim - Com a chegada do Ano Novo Lunar, a festa mais importante para os chineses, muitas mulheres recorrem a cirurgias plásticas para não serem consideradas responsáveis pela má sorte. "Meu rosto é feio com essas bochechas muito grandes. Não é só feio, mas também pode trazer azar para o meu marido...

Holanda lança a primeira cerveja para cachorro
Agência ANSA - 23/01/2007 - 16:45
Bruxelas - "Uma cerveja para o seu melhor amigo": dessa forma uma pequena cervejaria do norte da Holanda divulga um novo tipo de bebida. E, ao observar de perto o anúncio, se descobre que o melhor amigo em questão é aquele com quatro patas, pois de agora em diante cachorros já podem matar a sede saboreando...

Australiano vende a própria vida em site de leilões
Agência ANSA - 24/01/2007 - 16:30
Sydney - Um jovem australiano que pôs a própria vida e identidade à venda no site de leilões na internet eBay está prestes a aceitar a maior oferta feita até agora - 7.500 dólares australianos (cerca de R$ 12,5 mil) feita por um britânico - se ela for legítima. Nicael Holt, de 24 anos, surfista...

O que acharam dessas leguminosas?

Monday, November 13, 2006

Vitoriosos e Derrotados

Engana-se quem pensa que a elite sai derrotada das urnas nessas eleições presidenciais. Para quem quiser estudar o assunto, recomendo um livro lançado na 52ª Feira do Livro de Porto Alegre e que diz bem sobre esse assunto: da autoria de José Hildebrando Dacanal, um dos mais lúcidos ensaístas brasileiros, o título da obra é "Marx enganou Jesus... e Lula enganou os dois".

Nessa obra, com esse título interessante e metafórico, o professor Dacanal explica a opção da igreja católica pelo comunismo e a de Lula pelas oligarquias tradicionais do Nordeste. Segundo Dacanal, Lula conseguiu se livrar de toda a turma do partido que lhe exigia posturas e atitudes: José Dirceu, Genoíno, Mercadante, Gushiken, etc. Hoje já não existe mais um governo do PT, mas um governo pessoal de Lula.

Para quem gosta das teorias comunistas e marxistas, essa é a tese de Bakhunin, com a qual eu concordo plenamente: "uma vez que os marxistas cheguem ao poder, passam a formar uma elite burocrática que apenas substituí a elite existente". Foi o que se viu com Lula, que não implantou um novo sistema político em substituição a elite existente, fez bem menos, fez o mais confortável para si: se aliou a ela.

Saturday, August 26, 2006

Segue a lingüiça

Vejo pela data do último post aqui no Abafante que há mais de dois meses e meio não atualizo o blog. Do assunto do último post só posso dizer isso: eu estava certo. A CPI do mensalão terminou numa grande pizza, bem como antes eu escrevia, poupa os meus que eu poupo os teus. Cortar nem pensar! Em carne nenhuma! Na do povo, talvez, que é a única carne que sempre sangra.

Agora vamos para o cadafalso de novas eleições. Nosso povo, ao que tudo indica, continuará votando no apedeuta; o que nos resta? Como sempre o resto...

Tuesday, June 06, 2006

Agora tudo são armações...

Em quem acreditar, no que acreditar? Os ideólogos da conspiração afirmam agora que todos estão macumunados para impetrar um grande derrota a um inimigo comum: o povo e a opinião pública. Situação e oposição tramam nos bastidores acordos para aliviar as penas sobre os seus - sobre os envolvidos em corrupção, sobre o mensalão, na conveniente política do livra os meus que livro os teus.

Segundo os mesmos não há motivos para derrotas, todos podem sair ganhando em poder e no dinheiro que esse poder propicia. Há muitas formas de se transferir recursos do estado para "grupos de interesse", não há necessidade de que sempre se processe pelo leilão de cargos, de ministérios, alguns lembram as parcerias público-privadas como forma de efetivar essas transferência.

Dentre dessa política do tudo é comprável, tudo é negociável, ganham todos, perde o perdedor de sempre: perde o povo. Alguma novidade nisso?

Monday, May 22, 2006

Sir Arthur Conan Doyle

Ou simplesmente o pai de Sherlock Holmes, como faz sentido para mais pessoas. Conan Doyle nasceu em Edinburgh - Escócia - em 22 de maio de 1859, médico, que tornou-se muldialmente conhecido como o criador do famoso detetive Sherlock Holmes e de seu fiel escudeiro Watson. - Elementar, meu caro Watson! Costumava escrever Conan Doyle quando Sherlock explicava algo para seu amigo.

Nem me lembraria dessa data não fosse a imagem que o mecanismos de buscas, o Google estampa em sua página principal, a figura de Sherlock Holmes. Sempre fui um ávido leitor de histórias policiais, certamente Sherlock estava entre elas, embora lesse, também as histórias de Agatha Christie e seu famoso personagem, o investigador Belga Poirot, as histórias de Arsene Lupin, o "Ladrão de Casaca", os mistérios de Ellery Queen, enfim, todos os clássicos do gênero.

Tempos de menos televisão, de mais rádio, mais cinema, mais leitura. Será que fizemos uma boa troca? Hoje temos Faustão, o Gugu Liberato, a Hebe Camargo, Luciano Huck, Angélica, Xuxa...

Thursday, May 04, 2006

Verdades que vão aparecendo aos poucos

Eu até entendo as estratégias de marketing, mas não aceito a mentira. A mentira é lançada sobre todos e gera um sentimento injusto de inferioridade sobre muitos. Quando você vê alguèm propagandear na mídia que a venda de automóveis, eletrodomésticos, vestuário ou seja lá do que for, cresceu x por cento, você passe a se perguntar o que estará errado com você?

Olha para o seu salário, para os seus compromissos, vê que não sobra nada para adquirir nada, as notícias informam que "todos estão comprando", e "comprando mais", e daí concluí: ou você é muito incopetente, um dos únicos que não consegue ganhar o suficiente para manter a si e a família, ou alguém está faltando com a verdade nessa história.

Hoje vem a notícia: a Volkswagen está estudando o fechamento de uma de suas unidades fabris no Brasil e a demissão de seis mil funcionários. Motivo: falta de viabilidade econômica. Pergunta que não quer calar: mas se estão vendendo tanto, cada vez mais, qual o motivo do fechamento?

A resposta está na própria reportagem. As notícias de que vendem mais são mentirosas, são enganosas. Na verdade a fábrica está trabalhando com 70% de sua capacidade, 50% da produção vai para o mercado externo, e o mercado interno cai cada vez mais - os governos FHC e Lula estão acabando com uma das bases da democracia, estão acabando com a classe média.

A classe média acusa o golpe. É ela quem paga os impostos, é ela quem banca a distribuição de riquezas no país, pois não se está tirando dos mais ricos para os mais pobres, está se tirando dos pobres - classse média - para os miseráveis. E bolso de pobre tem fundo raso, acaba logo. Eu diria que já acabou.

Escrevam: as crises vão começar a se suceder. Com o dólar super valorizado, está acabando essa mamata de escoar via exportação tudo o que não é consumido no país, não pelo excesso de produção, que seria característica de um país desenvolvido, mas pela falta de consumo, fruto do empobrecimento da população.

Esses bobalhões de carteirinha não enganam ninguém. Usam essa linguagem estúpida do economês para propugnar que tudo está bem, enchem a boca para falar em bolsa de valores e em fundamentos macroeconômicos. Fundamentos? Vocês vão ver os os fundamentos aonde vão parar em breve! Quem mantém esse circo funcionando é a classe média, na hora que a classe média quebrar quem vai a pagar a conta?

Sunday, April 23, 2006

Sensação de Liberdade

Vejam como é importante a liberdade. Eu tenho dois cães da raça basset hound, um deles, o Milho, é mais amigo meu que o outro, o Zidane. Milho está sempre do meu lado, sempre pedindo um afago, sempre pedindo um carinho. Sempre saio com ele, todos os dias pela manhã, exceção feita aos dias em que está chovendo, pego a coleira e eu e meu amigo vamos dar uma passeio matinal.

Há alguns dias, por ser bem cedo, na manhã, resolvi soltá-lo da coleira, deixar que corresse um pouco mais solto numa praça das redondezas aqui de casa. Nas duas primeiras tentativas, sem problemas, correu, andou solto pela praça, chamei e ele voltou para o meu lado, para a coleira.

Hoje repeti o procedimento. Ele correu na praça e resolveu "fazer uma incursão pelos arredores". Quando ele saiu da área da praça, começando a andar pela rua, achei que o passeio estava ficando perigoso para ele, fui atrás para pegá-lo e colocar a coleira. Quando me aproximo ele me encara, rosna para mim, toma uma atitude de ataque.

Consigo colocar a coleira; ele volta comigo para casa, tudo bem. Da experiência fica a lição sobre o que é a sensação de ser e estar livre, que sobrepuja até o companheirismo.

Sunday, April 02, 2006

Viver é conceder

Li somente o caderno central do jornal, numa visível tentativa de fuga dos assuntos sérios do jornal. Imaginei que no caderno central estariam as amenidades. E se não acertei de todo, de certa forma, estavam, sobre a linha editorial do "viver é conceder". Linha que, parte é inspirada pelo restante do jornal, e parte foi inspirado pela passagem próxima do dia primeiro de abril, considerado o dia da mentira, daí justifica-se um artigo sobre a "mentira necessária". Outra colunista procura ver a bondade sobrevivendo no mar de maldades da atualidade, me vem a memória uma sopa de maldades, onde sobrevivem num caldo escuro tenebroso algumas batatas da bondade. Verdade, esta é uma forma benéfica de ver a realidade, quase uma das "mentiras necessárias', ou deveriamos dizer "uma das mentiras caridosas".

Fugi da parte volumosa do jornal, fugi daquilo que eu já conheço, das notícias sobre a corrupção na política e dos políticos no país, sobre os crimes cometidos pela total falta de segurança pública, das greve por melhores salários, do proselitismo político que se faz da viagem do "astronauta brasileiro", das notícias sobre o futebol e seus milionários craques de paupérrimas jogadas, das abobrinhas sobre estrelas do cinema e tv, cantores e cantoras. Fugi desse menu que me fazem e servem sobre a vida; digo que prefiro escolher meus pratos. Nessa escolha de todo volumoso jornal só quero seu caderno central, nem todo ele, parte dele, a parte que me serve.

Tuesday, March 28, 2006

No limite da proporção esforço/resultado

No limite da razoabilidade, a relação entre esforço empregado e resultado obtido deve estar presente em tudo na vida. Chega um ponto em que o esforço não se traduz num resultado apreciável, nesse momento é a hora de tirar o time de campo. Isso vale para tudo, é claro, mas estou falando sobre as novas tecnologias da web. Muitas vezes para colocar um gadget qualquer numa página são necessárias horas de trabalho, o resultado, senão é decepcionante, pelo menos muitas vezes não é proporcional ao resultado.

Eu sou uma vítima contumaz disso, confesso, volta e meia encasqueto com uma coisa dessas e perco horas para tentar fazer funcionar qualquer dessas modernidades numa página. Outra coisa que me toma muito tempo nos posts é quando resolvo colocar imagens, na tentativa de escolher uma imagem adequada para ilustrar um comentário qualquer, perco tempo procurando a imagem certa, ainda com a preocupação de que a imagem não ofenda direitos autorais, não é uma tarefa fácil.

Muitas vezes é melhor escrever um texto plano e pronto, tudo é mais rápido e mais fácil.

Friday, March 03, 2006

Histórias do dia-a-dia

O Guisado
Sempre pintava guisado no almoço. Faca nem vinha mais pra mesa, a única coisa que havia pra cortar já havia sido, bem antes, junto com o crédito no açougue, mais do que cortada, a carne havia sido moída. Pra que a faca?

Pior, nem era um guisado de estirpe, era aquele esquisito, de segunda catega, feito com carne de úrtima. Só nervo, pelanca e sebo, forma aquela mistura que você mal vê o vermelho da carne, um guisado omo, branco, sabe como é?

Mete pimenta pra tirá aquele cheiro forte de inhaca, mete alho e cebola pra tirá o gosto de carne ruim, mete massatomate pra dar uma cor ao rebotrofe, mete sal, nem mete muito óleo porque o sebo já garante a lubrificação do prato.

Adispois fais um arroz tipo base, um solto ou presidiário, a seu gosto, e larga por riba o tal do guisado danado. Come que nem um padre, arrota que nem um abade e sai falando que comeu um strogonofis. O vidão!

Saturday, February 18, 2006

O que é um beijo afinal?

São meus lábios que buscam os lábios teus, essa vontade louca de transferir um pouco da minh'alma, nessa maciez do contato de nossa pele, nesse toque sedutor. Mas o que é um beijo afinal? Essa entrega em que eu mergulho com meus olhos fechados, e veja bem que é nessa hora o momento em que consige te ver com maior nitidez. Estás gravado em mim, além daquilo que os olhos conseguem ver. Não é a tua boca que me beija, são tuas mãos, a tua alma, é um todo, é você...

Thursday, February 16, 2006

Curiosidade: O mouse

Mickey Mouse – O rato Mickey, quem não conhece essa figura? E quem não conhece o mouse mouse? O mouse mouse é o rato de computador, mais conhecido do que o Mickey, é aquele aparelhinho que permite navegar nos ambientes operacionais, abrindo e fechando programas com um simples clique de um botão.

Mas não foi sempre assim, é claro, eu mesmo, quando comecei na informática só havia o DOS - Sistema Operacional de Discos -, não havia ainda o Windows, já existia o mouse, que até funcionava mais ou menos no DOS, só que, como o ambiente do sistema operacional não era gráfico, a sua utilidade era muito reduzida.

Quem inventou o mouse foi o engenheiro e técnico em radares Douglas Engelbart que, em 1963, quando trabalhava no Standford Research Insitute, criou um sistema baseado no sistema cartesiano, dividindo a tela do computador em coordenadas x e y (que são as coordenadas que fornecem a posição do cursor do mouse na tela) e batizou com o nome de mouse.

Thursday, February 02, 2006

Coisas Perigosas!

Todos os dias, todos acham que fazem tudo certo. Todos, no seu íntimo querem acertar. Muitos, além desse querer que caracteriza os outros, precisam, devem acertar, simplesmente eles não podem errar, não tem o direito a um erro sequer. Mas errar é humano, não é isso o que todo mundo diz?

Aonde está o espaço para o erro do piloto de avião? Ele sabe que precisa acertar todas as decolagens, todos os pousos, todas as rotas? O seu erro todos conhecem: desastre aeronáutico. E um cirurgião? Ele precisa acertar todas as sua operações, precisa manejar com precisão absoluta o seu bisturi. O seu erro? Muitas vezes está lá na "causa mortis": tal coisa causada por erro médico.

E os policiais? Onde entram nessa? Há pouco aqui no Rio Grande do Sul, na prisão de um bandido foragido, foi alvejado e morto um menino de três anos de idade. Motivo? Erro na operação policial. As coisas não saíram conforme o planejado. O policial precisa da mesma precisão do piloto, da mesma perícia do médico, mas tem que fazer isso com o seu salário de policial. Ai está o problema!

Não há como ter as três coisas. Com salário de polícial não dá para pagar precisão de piloto ou perícia de médico. Se você duvida disso, tente convencer um médico ou um piloto a trabalhar com o salário de um policial, será que você consegue? Pois é, não há condições, então você terá que ser "operado por um enfermeiro", "quem vai pilotar o seu avião será um motorista de ônibus" e terá a sua segurança nas mãos de um desses policiais. Perigosas essas três coisas, não é mesmo?

Wednesday, January 25, 2006

Reação

Há uma tendência de se atribuir aos homens uma espécie de pecado original, independente do comportamento individual, a regra é a de que todos devem pagar pelo suposto pecado original que a todos enquadra dentro da premissa: nenhum homem presta.

Os inocentes devem pagar pelos pecadores, já que todos homens são canalhas em potencial e não merecem ser tratados de outra forma. Para os canalhas, tudo bem! como fazem por merecer os elogios, devem ficar bem quietos. Para os demais, nem sei se cabe uma reação, acho que algumas vezes nada combate melhor o veneno de cobra do que o próprio veneno da cobra.

As mulheres de hoje começam a provar do próprio veneno nesse sentido, já não conseguem mais companhia, aos poucos vão se contentando com essa posição de titias, solteironas, passadas, balzaquianas. Para o homem é melhor e mais comodo não assumir nenhum compromisso, melhor assim, cada um na sua, ninguém atrapalhando ninguém.

Tuesday, January 17, 2006

Bandeiras

O cinema é talvez uma das manifestações artísticas mais suscetíveis a essas bandeiras sociais e/ou políticas que se levantam de tempos em tempos. Não que as outras formas artísticas também não o façam, mas o cinema, por ser uma arte multimeios, envolvendo imagem, música, texto, e atingindo uma grande audiência, tem mais força, tem mais poder como um instrumento formador de opinião.

Essa talvez seja a parte que eu não me agrada tanto no cinema; nada contra bandeiras, acho que tudo nessa vida tem seu lado político, tem que ter uma utilidade para não virar futilidade; mas elas acabam deformando, de certa forma, a manifestação artística, há um forçar de barra pela necessidade de estar engajado, que faz com que tudo se volte para um determinado tema.

A crítica, atores, direitores, associações, e até as premiações são direcionadas e abraçam a bandeira do momento. E todos aplaudem, mas aplaudem muito mais a bandeira do que a própria obra em si; eu, como não sou fã de bandeiras, eu sou um fã de cinema, gosto de separar as coisas, o que é palanque do que é a manifestação artística.

Um filme não é bom porque abraça a bandeira certa; pode ser até politicamente correto, mas isso é outro departamento. Não dá para cair na armadilha da mídia, embarcar no "vamos promover para eles apoiarem a bandeira".

Wednesday, January 11, 2006

Politicagem

Politicagem é a face menos nobre da política, não fui no dicionário buscar a definição, é desnecessário; posso não conhecer a definição clássica dos dicionários, mas sei o suficiente para saber que politicagem não é o lado mais bonito da política. Hoje em dia muitos já acham que não há lado nobre na política, não radicalizo, seria até injusto, atividades não são responsáveis pela integridade daqueles que as professam. A política é nobre; se os políticos não o são, isso é outro departamento.

Estou enxergando politicagem no PSDB; essa disputa interna Alckimin e Serra, pode pertencer ao campo da política, não resta dúvidas, mas não sei se está sendo travada nesse campo ou no da politicagem. Há algum tempo escrevi que o maior adversário da oposição atual é a própria oposição; nos tempos do PT na oposição você podia levantar-lhes qualquer pecha, menos a de que não eram unidos. Agora a oposição é tanta que existe oposição dentro de um mesmo partido.

Disputas internas? Tudo bem, mas sem disputas de beleza; não é inteligente deixar essa disputa municiar o adversário, ou atrapalhar as chances de vitória do partido. Aliás, dito assim, essa opinião pode se confundir com a de muitos analistas políticos que dizem ser Serra a solução mágica do momento por um único motivo: ser a única chance certa de derrotar Lula nas próximas eleições.

É bom que se diga que eu vejo em Serra uma continuidade de Fernando Henrique Cardoso. Ora, se Lula também foi uma continuidade do professor de má memória dos brasileiros, não vejo porque Serra agora seria uma opção mais palpável. Ou vão querer me dizer que Serra mudou tanto assim? Tomara que tenha mudado!

Saturday, January 07, 2006

Calor e livros....

Abafante não é o blog, é como está a temperatura nessa cidade de Porto Alegre hoje, estamos em plena tarde do dia sete de janeiro da graça de dois mil e seis. A temperatura anda por volta dos trinta e alguma coisa, não sei ao certo, o ar é quente, tudo é quente... Não resolve reclamar muito, brigar com o clima é burrice. O jeito é aguentar o tranco, esperar que com a chegada da noite o clima refresque.

Uma das coisas mais frustrantes de ser pobre - pelo menos para mim - é não poder comprar os livros que eu quero. Com tantas tentações, com tantas coisas boas no mercado editorial, sou obrigado a me contentar com um ou outro exemplar de vez em quando; sempre há outras prioridades, o dinheiro nunca é suficiente. Bibliotecas, edições online, empréstimos, sei, eu normalmente apelo para isso, mas não é a mesma coisa, livro para mim é um caso a parte, tem o cheiro, o toque, preciso saber que é meu...

Um bom sábado, um bom fim de semana para todos...

Monday, January 02, 2006

Intelitevê

Qualquer um sabe que é bem mais fácil criticar do que criar, por isso não queria adotar a posição de crítico impiedoso com a nossa televisão. Fiquei sabendo que o GNT (Globo News Television) da Globo Cabo, andou recebendo uma série de prêmios por sua produções; logo o GNT sobre o qual eu tinha uma série de restrições.

Parte dessas restrições não é um problema do canal, é um problema meu, reconheço, é um canal concebido para ser "esnobe", feito por e para gente esnobe; deve valer algo do tipo "os incomodados - ou os que são peixe fora dágua - que se mudem".

Aqueles quadros com mulheres sentadas em poltronas, falando bobagens intermináveis, retrata bem o que estou dizendo; completa o quadro programas da estirpe de Manhatan Connection - quer coisa mais esnobe? -, Contemporâneo - entrevistas sem sapatos num sofá é o máximo de "contemporâneidade" -, ou então aqueles programas estúpidos da Rita Lee e do Roberto de Carvalho - adorei ver os dois dar marteladas um na cabeça do outro.

Mas como posso falar mal se isso é uma televisão premiada? Os caras devem estar se achando os últimos da competência. O jeito é assistir cada vez mais cinema, não há solução viável para a televisão, ou televisão inteligente é projeto natimorto.

Friday, December 30, 2005

A vida é a viagem

O tema predominante dos posts desta época do ano é o próprio fim de ano, a passagem de ano, e o ano novo. Aparece de tudo um pouco, retrospectivas de 2005, o qual, com o perdão da má palavra, foi uma autêntica bosta - ressalte-se a filosofia do "podia ter sido pior", sempre pode né?-, receitas de boa sorte para a passagem do ano, que vão desde a cor das cuecas e das calcinhas - ou da falta delas! -, comidas especiais, mandigas, mantras, comidas especiais - eu passei anos comendo lentilhas para atrair dinheiro e passei anos na merda!

Não quero retirar a ilusão de ninguém, cada um com o seu cada um, atualmente não acredito mais em porra nenhuma dessas relacionadas com as passagens de ano. Para mim é só mais um dia com outro qualquer. Acreditar que a vida acontece em capítulos é pura ilusão, a vida não é novela, a vida é um filme, um longa metragem, é contínua, essa medida do tempo em anos é algo meramente convencional, sem nenhuma influência nas nossas vidas.

Como eu sempre digo, o bom é aproveitar todo o tempo disponível, não ficar contando o tempo que passou ou o tempo que nos resta - que esse ninguém sabe com certeza -, a vida não é a partida, quando ainda não sabemos quem somos, nem é será chegada, porque terminará em morte, o bom da vida é a viagem.

Para os que acreditam, vá lá, um feliz 2006, porque otimismo não faz mal pra ninguém.

Friday, December 23, 2005

Feliz Natal!

Amanhã nós completaremos! E ficou nesse "amanhã nós completaremos!", ficou só na promessa. A promessa não foi cumprida, mas o natal passou. Para muitos ele passou deixando no seu rastro um mundo de carnets, de compromissos para pagar, embalados que foram pela onda de consumismo que a festa desperta. Eu já não entro mais nessa. Passo pelo natal incólume, interessa é o espírito de fraternidade, o espírito consumista só interessa para o comércio, eu fora!